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Sojicultores têm até o dia 15 de janeiro para fazer plantio de soja sequeiro

12/01/2018 - Welcton de Oliveira/Governo do Tocantins

Termina na segunda-feira, 15, o prazo estabelecido pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) para a janela de plantio da soja sequeiro no Tocantins para a Safra 2017/2018, que teve início no dia 1º de outubro. A medida adotada visa o controle da ferrugem asiática na cultura da oleaginosa. No Estado, as condições fitossanitárias das lavouras estão controladas.

Outra informação importante é sobre o prazo para o cadastramento obrigatório, das propriedades e áreas produtoras de soja. “Este prazo encerrará no dia 22 de janeiro, que será o quinto dia útil após o prazo final da janela de plantio”, explicou o responsável técnico pelo Programa de Grandes Culturas, Cleovan Barbosa Pinto.

Para fazer o cadastro, o sojicultor deve procurar o escritório da Adapec do município onde está a área plantada e preencher o formulário, ou se preferir, pode acessar o site www.adapec.to.gov.br/areavegetal, preencher as informações e entregar na Agência. Nesta safra, começa a ser cobrada a taxa de R$ 50 até 100 hectares e R$ 0,25 por acréscimo de área (ha), referente ao monitoramento da ferrugem asiática da soja e outras pragas de interesses econômicos, bem como, o vazio sanitário. “O produtor deverá emitir o Dare [Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais] no site www.sefaz.to.gov.br, e efetuar o pagamento para finalizar o cadastro”, explicou Cleovan Barbosa.

A vice-presidente da Adapec, Márcia Helena da Fonseca, disse que a medida adotada pela Agência é fundamental para o controle da ferrugem asiática. “Na última safra, a Adapec realizou o monitoramento de pragas em mais de mil propriedades no Tocantins no intuito de mantermos o controle da ferrugem asiática e outras pragas que afetam a soja, mas é importante que os produtores realizem o cadastro das suas áreas plantadas e fiquem atentos, ao prazo final da janela de plantio, pois estas medidas ajudam também no controle da praga”, pontuou Márcia Helena.

“As pragas ganham resistência quando não quebramos o seu ciclo, e para evitarmos que isso aconteça foi estabelecido, por meio de portaria, a calendarização do plantio, pois antes da medida corria o risco do produtor fazer mais de uma semeadura por safra e isso aumenta o risco de surgimento da ferrugem asiática e de outras pragas, consequentemente, aumenta também o número de aplicações de produtos fitossanitários, o custo de produção e ainda coloca em risco a eficiência dos produtos disponíveis”, disse o gerente de Sanidade Vegetal da Adapec, Marley Camilo.

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