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Representantes da Economia Solidária do Tocantins visitam entidade referência em Fortaleza

12/09/2017 - Sônia Pugas/Governo do Tocantins

Dando início à primeira visita do cronograma de Intercâmbio para Conhecimento de Experiências em Economia Solidária e Banco Solidário, uma equipe, composta por 17 representantes, cada um de uma cidade tocantinense contemplada pelo Projeto Ecosol Territorial, visitou na manhã desta terça-feira, 12, a Associação de Mulheres em Ação (AMA), que desenvolve o projeto Budegama, em Fortaleza (CE). A comitiva é coordenada pela gestora da Secretaria de Estado do Trabalho e Assistência Social (Setas), Patrícia do Amaral.

Localizada no bairro Conjunto Esperança, a AMA é referência da Economia Solidária para o Brasil e o exterior. Criada há 12 anos, a entidade começou com o esforço e a união de dez mulheres. Ao longo dos anos, uma ação paralela dentro da AMA foi ganhando espaço e credibilidade: o Budegama

“Nesses 12 anos de existência, temos aprendido muito e também colhido muitos frutos. Focado na Economia Solidária, conseguimos nos fortalecer como entidade, aprendemos a dividir lucros e despesas e a trabalhar em prol de um objetivo comum e ganhar prêmios”, disse Luciana Eugênio, associada. 

A AMA viu, na confecção de bonecas, uma forma de alavancar a geração de emprego e renda do bairro, e ir mais além com cursos de aperfeiçoamento e troca de experiências. O esforço coletivo já rendeu ao local, vendas de bonecas para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e ainda um prêmio no valor de R$ 50 mil do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por três vezes. 

“São experiências como estas, de uma Associação que foi creditada por Instituições ainda mais sérias, que tivemos o aval do governador Marcelo Miranda para trazer essas pessoas até aqui [Fortaleza] e poder absorver o máximo possível de informações empíricas e depois repassá-las aos municípios que foram contemplados com o Ecosol”, pontuou a secretária Patrícia.

Conhecimento esse que Angliotonia Amaral, representante de Ponte Alta do Tocantins, já absorveu, anotou e quer partilhar ao voltar ao Tocantins. “A explicação desta manhã foi um divisor de águas para mim. Percebi que podemos explorar e expandir várias formas da Economia Solidária, e não apenas vender material de capim dourado. Confeccionar bonecas e por nelas acessórios do capim”, vislumbrou. 

A presença dos 17 municípios do Estado em Fortaleza recebeu elogios da gestora de convênios do Ministério, Marli Bianna, que disse que o Tocantins tem avançado muito. “O Tocantins é muito atuante. Temos acompanhado e percebido o quanto o Estado tem seguido o cronograma dentro do prazo e como as ações da Economia Solidária têm sido levadas a sério”, justificou.

Budegama 

O Budegama é um projeto da Associação das Mulheres em Ação (AMA), organizado por mulheres da periferia de Fortaleza. Trata-se de um espaço de articulação, produção e comercialização solidária. O local, para além de expor os produtos (artesanatos e confecções), também agrega a produção coletiva de bonecas de pano, o que estimula a criatividade, incentiva a geração de trabalho e renda, favorece a troca de experiência e convivência entre as mulheres associadas. O trabalho é na base da autogestão, onde é realizada a prestação de contas e são divididos os lucros de acordo com o que foi vendido. Há um acordo de convivência em que cada associada se compromete a ficar um dia determinado na loja.

Projeto de Economia Solidária

O Projeto de Economia Solidária (Ecosol Territorial) é proveniente de um convênio entre a Setas e o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária, e tem como objetivo fortalecer organizações de Economia Solidária nos territórios do Bico do Papagaio, Jalapão e região sudeste do Tocantins, com o intuito de promover o desenvolvimento social e a erradicação da pobreza do Estado.

Durante esta semana, um grupo de 17 pessoas visitará os principais projetos considerados bem-sucedidos em Fortaleza, haja vista que os mesmos já desenvolvem ações do Ecosol. Objetivo é fazer com que os agentes tocantinenses possam absorver as boas práticas e experiências e incrementá-las ou implantá-las no Tocantins.    

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