02/07/2009
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Força Tarefa desbloqueia R$ 228 milhões para municípios do EstadoPor séculos, a região onde hoje se localiza o Tocantins viveu sob completo descaso, tendo como única opção a economia de subsistência. Mas, com a emancipação do Estado, vieram as rodovias, pontes, usinas hidrelétricas e a Ferrovia Norte-Sul, construída a todo vapor desde 2003. Veio também o fortalecimento da agropecuária e os programas de incentivo fiscal, com destaque para o Proindústria, criado em 2003. Por tudo isso, o Tocantins se fez pronto para receber grandes indústrias, entrando em uma nova fase em sua economia.
É por isso que o Tocantins foi um dos estados pioneiros na produção de biodiesel, aderindo ao Programa Nacional de Biodiesel ainda em 2005. Por isso, o Estado ampliou seu parque industrial de frigoríficos, hoje com mais de 15 grandes abatedouros, de bovinos e frangos. Também por esta soma de fatores, grupos como Votorantim, Pionner, Carrefour e um grande shopping center decidiram instalar-se no Estado, por exemplo.
Em 2008, 37 grandes empresas optaram pelo Tocantins e aderiram aos programas públicos de incentivo fiscal, atraídas pelo quadro de estabilidade econômica, pelas facilidades que o Governo oferece e pela oferta de matéria-prima, resultado de uma combinação generosa de clima ideal, qualidade do solo e abundância de água. Com estas 37 empresas, instaladas ou em processo de instalação, vieram também os novos empregos: quase 3 mil vagas de trabalho diretas, além das indiretas.
O resultado da industrialização e deste crescimento econômico podem ser vistos no fortalecimento do comércio, na geração de empregos e nos recordes seqüenciais das exportações (92% em 2008) e do superávit da balança comercial do Estado, que cresce tendo por base a venda da soja, da carne e do abacaxi. (Flávio Herculano)
Ilha do Bananal, Praia Norte, Jalapão, Abreulândia, Arapoema, Combinado, Silvanópolis. Nestes locais, separados por muitos quilômetros de distância, vivem pessoas que não se conhecem, mas que foram unidas pela tecnologia, em torno de cursos de qualificação ou de atualização. São alunos do projeto Escola da Juventude, plataforma digital criada e mantida pelo Governo do Tocantins, através da Secretaria Estadual da Juventude, que já está em funcionamento e é disponibilizada por meio dos Centros da Juventude/Telecentros Comunitários.
Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode se inscrever e frequentar um curso virtual, basta fazer um cadastro nas unidades dos Centros da Juventude. É necessário também dispor de interesse em aprender e disciplina para organizar o próprio horário de estudo. Os primeiros três cursos ofertados: Informática Básica, Planilhas Eletrônicas e Direitos Humanos e Cidadania já começaram, com carga horária de 20h.
Segundo o secretário da Juventude, Ricardo Ayres, “um jovem de Lizarda (leste do Tocantins) pode muito bem formar um grupo de estudos com outros que moram em Esperantina, tudo facilitado pela tecnologia”. Não há limite de vagas. O cadastrado recebe um cartão de usuário, que controlará a freqüência e o acesso à Escola da Juventude.
A nova plataforma educacional foi desenvolvimento pelo IPDE - Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento em Educação, que também será a instituição responsável em avaliar, certificar os alunos e aperfeiçoar o programa. A coordenação do projeto deve liberar, ainda em junho, a oferta de outros dois cursos: Editores de Texto e Auxiliar Administrativo.
Como parte do material de estudo, o aluno recebe uma apostila impressa. Ao acessar o portal da Escola da Juventude na internet, ele também acompanhará o conteúdo auto-explicativo, com linguagem ágil, de fácil compreensão, além de exercícios práticos e testes de conhecimento na área escolhida. O projeto já é considerado uma das maiores plataformas de educação virtual gratuita do Brasil.
Tradicionalmente, a pecuária de corte está no topo das atividades econômicas do Tocantins, se alternando com a produção agrícola na liderança da pauta de exportações. Após algumas baixas em 2008, com o fechamento de vários frigoríficos bovinos, o setor de carnes ganha agora novo fôlego, com novas novas plantas industriais se reestruturando e ampliando suas atividades. Um exemplo é o Frigorífico Minerva, em Araguaína, reinaugurado dia 27 com escala de produção três vezes maior. Na cidade de Paraíso, também este mês, abriram as portas os frigoríficos Plena e Cesilio.
Em Nova Olinda, onde o frigorífico Margem fechou as portas, o Master Boi já está operando e, em Paraíso, onde duas unidades fecharam, o Plena e o Cesilio estão realizando abates.
De acordo com secretário estadual da Indústria e Comércio, Eudoro Pedroza, no fim do ano passado, devido à crise financeira mundial, os mercados importadores de carne bovina ficaram apreensivos, o que afetou o setor e gerou fechamento de algumas unidades, porém, na contramão da crise, alguns frigoríficos apostaram em novos investimentos e os resultados já podem ser contabilizados.
No âmbito das unidades que contam com SIE - Serviço de Inspeção Estadual, realizado pela Adapec - Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins, no ano passado, de janeiro a abril, oito plantas industriais abateram 39.550 cabeças. Este ano cinco frigoríficos produziram, no mesmo período, 35.120 animais - em torno e 4 mil cabeças a menos. Com isso, o Tocantins acompanhou a queda nacional nas exportações (de janeiro a maio 2009 o Brasil exportou o equivalente a US$ 1,53 bilhão, enquanto no mesmo período de 2008 a cifra alcançou US$ 2,06 bilhões, uma variação de -25,71%).
As plantas industriais com SIE que operam no Tocantins se localizam em Araguaína (Socarne), Palmas (Frigocapa), Porto Nacional (Ideal e Marajó) e Gurupi (Paulom e Maia). A carne produzida é toda colocada no mercado interno, pois os frigoríficos com SIE só podem comercializar a produção nos limites no próprio Estado. Outras sete empresas tem selo do SIF – Serviço de Inspeção Federal e estão habilitadas a exportar a carne para outros estados.
Novos empreendimentos
Atuando no estado de Goiás e no Distrito Federal, o frigorífico Cesilio começa a operar sua nova unidade no município de Paraíso gerando inicialmente 150 empregos diretos e abatendo uma média diária de 400 cabeças. Cerca de R$ 15 milhões foram investidos na nova unidade. A previsão é que dentro de um ano o número de empregos diretos cheguem a 300 e a capacidade de abates/dia duplique. Para isso, está prevista a aplicação de mais R$ 15 milhões no segundo semestre desse ano.
Segundo o diretor administrativo da empresa, Ednilson José Cesilio, nesta fase inicial a unidade trabalhará apenas com a carne in natural, que vai ser processada e exportada pela unidade de Brasília. Ele explica ainda que o grupo pretende montar um curtume no Estado, para exportar o couro já industrializado.
A escolha do Tocantins, segundo o diretor, foi devido à logística, à oferta de animais, à posição geográfica do Estado e o apoio do governo, por intermédio dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado. A empresa já tem o SIF – Serviço de Inspeção Federal e a licença do Naturatins para operar. O grupo atua há mais de 30 anos no mercado brasileiro de carnes bovinas.
Ampliação
No sábado, 20, também na cidade de Paraíso, o grupo Plena Alimentos vai inaugurar a sua terceira unidade de produção. Com investimentos de R$ 12 milhões e a geração de 220 empregos diretos, a previsão inicial é que sejam abatidas 450 cabeças por dia.
Segundo o gerente Antonio Mourão, para 2010 está prevista a ampliação da estrutura física do frigorífico, com a construção de novos prédios e a ampliação do número de funcionário para 450. O número de abate saltará para 600 cabeças. Ainda de acordo ele, a meta é exportar direto do Tocantins. Por enquanto, a unidade de Paraíso vai fornecer a carne in natura para a empresa em Minas Gerais, que fará todo o processo de desossa e exportação da carne tocantinense.
Há 20 anos no mercado, até 2008, a Plena concentrava suas atividades industriais na região Sudeste do País, nas cidades de Contagem e Pará de Minas, ambas em Minas Gerais.
Já o grupo Minerva reinaugurou sua unidade de Araguaína investindo R$ 40 milhões na reestruturação e ampliação do frigorífico. Com isto, o número de empregos diretos vai saltar de 400 para 1.000. A mão-de-obra que está sendo contratada é do próprio município, em parceira com o Senai –Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, que está capacitando os funcionários.
Sediado na cidade de Barretos, ao norte do estado de São Paulo, o grupo Minerva é composto por sete complexos industriais, que juntos desossam até 24.800 quartos por dia e geram 7.000 empregos diretos. Atualmente, o Minerva exporta para o Líbano, Egito, Iraque, Arábia Saudita, Argélia, Kuwait, e Hong Kong, com pretensões para começar a exportar para Venezuela, Irã, Jordânia e Rússia. A História da empresa se mescla com a da pecuária brasileira, já que seus fundadores participaram ativamente do desenvolvimento do segmento no país, sendo reconhecidos pela excelência no